Fica a Dica: ler alimenta a mente e o espírito…

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Aproveitando o ultimo post fica a dica do livro “Primaveras” do Casimiro de Abreu, poeta da segunda geração do romantismo brasileiro, sua poesia é uma leitura fácil e leve, a linguagem é simples e todas as poesias são cheias de ternura e amor.

E essa versão de bolso é excelente, pequena e baratinha, dá para colocar na bolsa e levar para todo canto. Assim pode-se aproveitar o tempo dentro do ônibus ou na sala de espera do médico.

Espero que gostem.

beijooooooooooooooooooooooo

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Um pouco de poesia para adoçar a alma…

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Boa noite gente linda!

Essa semana foi complicada e o fim de semana mais complicado ainda, não tive tempo para nada. Normalmente eu reviso minhas crônicas algumas vezes antes de postar, comparo com a versão que saiu no jornal, enfim tento melhorar sempre. Desculpem a demora, logo volto com outro texto meu.

Então resolvi postar um poema do John Donne que eu adoro. Aproveitem, leiam e deixem as palavras derreterem na sua boca como geleia num pãozinho quente.

Ah! A foto que está ilustrando o post é de uma das flores da minha mãe, adoro aquele jardim, sempre posto fotos dele no instagran (@karynnaespinoso), se quiserem dar uma passadinha lá serão bem vindos.

Beijooooooooooooooooo

EM DESPEDIDA: PROIBINDO O PRANTO

Como esses santos homens que se apagam
Sussurrando aos espíritos: “Que vão…”,
Enquanto alguns dos amigos amargos
Dizem: “Ainda respira.” E outros: “Não.”

Nos dissolvamos sem fazer ruído.
Sem tempestades de ais, sem rios de pranto,
Fora profanação nossa ao ouvido
Dos leigos descerrar todo este encanto.

O terremoto traz terror e morte
E o que ele faz expõe a toda a gente,
Mas a trepidação do firmamento,
Embora ainda maior, é inocente.

O amor desses amantes sublunares
(Cuja alma é só sentidos) não resiste
A ausência, que transforma em singulares
Os elementos em que ele consiste.

Mas a nós (por uma afeição tão alta,
Que nem sabemos do que seja feita,
Interassegurado o pensamento)
Mãos, olhos, lábios não nos fazem falta.

As duas almas, que são uma só,
Embora eu deva ir, não sofrerão
Um rompimento, mas uma expansão,
Como ouro reduzido a aéreo pó.

Se são duas, o são similarmente
Às duas duras pernas do compasso:
Tua alma é a perna fixa, em aparente
Inércia, mas se move a cada passo

Da outra, e se no centro quieta jaz,
Quando se distancia aquela, essa
Se inclina atentamente e vai-lhe atrás,
E se endireita quando ela regressa.

Assim serás para mim que pareço
Como a outra perna obliquamente andar.
Tua firmeza faz-me, circular,
Encontrar meu final em meu começo.