Viver é um salto de fé

Publicado em Junho de 2017 no jornal A Palavra.

O meio do ano chegou ainda com cara de fevereiro, com uma sensação de que as coisas não estão indo em frente, mas pelo menos parece que o friozinho chegou, com todas as suas delicias, sopas, caldos, chás, tudo quentinho e aconchegante. Os dias são mais curtos nesta época, mas nem por isso fica mais fácil acordar cedo, alias é muito difícil deixar o conforto quentinho da cama nos dias frios. E para sentir um pouquinho mais de frio eu viajei para São Paulo com uma amiga, e percebi primeiro que reclamar virou esporte e, segundo, desconfiar de tudo torna a vida muito difícil.

Vou explicar: quando eu quero chegar a algum lugar e não sei o caminho, eu simplesmente saiu perguntando de esquina em esquina até chegar lá. Desta  vez não foi assim. Sempre que eu não sabia para onde ir a minha amiga sacava o celular e ia procurar o caminho no google maps.

Esse processo, é chato, demorado, depende do sinal de internet e, ao menos para mim é confuso. Eu fui me informar com ela porque não perguntar o caminho às pessoas, ao que ela responde:”_ As pessoas dão informações erradas de propósito e poderemos ir parar em um local perigoso.” Por que? Perguntei. Alias vários porquês aqui. Porque alguém faria isso gratuitamente? O que ganhariam com isso? Porque desconfiar tanto dos outros? Porque tanto medo? Porque partir da premissa pessimista de que todo mundo é mal ou desonesto?

E não foi só isso. Ela memorizou o mapa das ruas mais problemáticas, vetou o meu concerto de musica clássica na Sala são Paulo (local perigoso), ficava olhando da janela do taxi procurando pessoas suspeitas, além de exibir o mapinha do celular sempre aberto, enquanto eu colocava a cara para fora da janela para ver melhor a paisagem, pior quando agarrava-se a bolsa quando identificava alguém “suspeito” do lado oposto. Às vezes a pessoa percebe, e até se ofende. E quase não fomos à missa no mosteiro. Tenha dó. Estávamos indo assistir a missa. Deus protege, principalmente os ingênuos e tolos como eu.

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Fica a dica: chuva + fim de semana = leitura

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Bom dia! Com este tempinho nada melhor que um livrinho e um chá embaixo de uma manta quentinha, então recomendo “O livro dos seres imaginários” do Jorge Luis Borges. A leitura é muito leve e fluida, no texto ele fala de vários seres lendários e mitológicos do mundo, é muito interessante. Eu já li e reli algumas vezes e é realmente uma delícia.

beijoooooooooooooooooooooooo

Sinopse: Ordenados alfabeticamente, como nas enciclopédias que tanto fascinavam Borges, desfilam diante do leitor os estranhos seres deste “manual de zoologia fantástica” (título da primeira edição desta obra, que saiu em 1957), sustentados pela complexa erudição borgiana, avalizada por seu domínio tanto das línguas clássicas como das modernas. Com freqüência, ele mergulha na etimologia para explicar animais exóticos como o cabisbaixo búfalo negro com cabeça de porco “catóblepa” (o que olha para baixo) e o da serpente de duas cabeças “anfibesna” (que vai em duas direções), ou mais familiares, como as valquírias (aquelas que escolhem os mortos) ou as fadas (do latim fatum, destino), entidades que intervêm nos assuntos dos homens. Mas a erudição não está a serviço da sisudez de um tratado acadêmico; ao contrário, contribui para o tom lúdico e bem humorado do livro. O próprio Borges diz no seu prólogo que gostaria que “os curiosos o freqüentassem como quem brinca com as formas cambiantes reveladas por um caleidoscópio”. E nessa brincadeira, ele faz uma homenagem à imaginação infinita dos homens, capaz de criar os seres mais curiosos e absurdos como sereias, unicórnios, centauros, hidras e dragões – e eventualmente acreditar neles -, animais que, como disse o crítico Alexandre Eulálio, “Borges acaricia passando preguiçosamente a mão complacente do dono”.

Fica a Dica: ler alimenta a mente e o espírito…

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Aproveitando o ultimo post fica a dica do livro “Primaveras” do Casimiro de Abreu, poeta da segunda geração do romantismo brasileiro, sua poesia é uma leitura fácil e leve, a linguagem é simples e todas as poesias são cheias de ternura e amor.

E essa versão de bolso é excelente, pequena e baratinha, dá para colocar na bolsa e levar para todo canto. Assim pode-se aproveitar o tempo dentro do ônibus ou na sala de espera do médico.

Espero que gostem.

beijooooooooooooooooooooooo