Fica a Dica: ler alimenta a mente e o espírito…

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Aproveitando o ultimo post fica a dica do livro “Primaveras” do Casimiro de Abreu, poeta da segunda geração do romantismo brasileiro, sua poesia é uma leitura fácil e leve, a linguagem é simples e todas as poesias são cheias de ternura e amor.

E essa versão de bolso é excelente, pequena e baratinha, dá para colocar na bolsa e levar para todo canto. Assim pode-se aproveitar o tempo dentro do ônibus ou na sala de espera do médico.

Espero que gostem.

beijooooooooooooooooooooooo

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Poesia por uma vida mais leve, mais colorida e mais bela. Poesia porque faz bem para a alma.

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Para vocês, queridos! Casimiro de Abreu e a beleza de seus versos. Este poema está no livro Primaveras que é uma delícia de leitura. É aquele tipo de livro para se ter no quarto sempre a mão e, de repente abrir em qualquer página e ler, as poesias dele são maravilhosas e como esta muito termas. Deliciem-se, como sempre digo deixem as palavras escorrerem na boca como mel.

E para combinar com o clima bucólico da poesia mais um pouco das flores da mamãe.

Beijooooooooooooooooooo

O QUE É – SIMPATIA

Simpatia – é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia – são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia – meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d’Agôsto,
É o que m’inspira teu rosto…
– Simpatia – é – quase amor!

A bunda

bundas, a revista

Resolvi escrever essa crônica depois que percebi o quanto às pessoas falam, cantam, documentam, olham, admiram, idolatram e até escrevem sobre a bunda. Afinal, de que vocês acham que Vinicius de Moraes estava falando quando disse: “…é ela a menina/ que vem e que passa,/ num doce balanço/ a caminho do mar”. Esse balanço é exatamente o andar voluptuoso e suave que causa a bela oscilação nas partes posteriores.

É uma parte tão importante da anatomia humana (afinal homem também tem bunda) que as pessoas gastam uma quantidade enorme de energia exercitando-a, para tentar aumentá-la e endurece-la, ou simplesmente, inventando novos nomes para ela: glúteos, nádegas, bumbum, popozão, rabo, traseiro, anca, derrière e por aí vai.

Antigamente a bunda era só uma parte macia do corpo que nós usávamos para nos sentar, ou um palavrão; insulta-se as pessoas supostamente covardes, ou moles, comparando-os com essa parte do corpo colocada no aumentativo: “seu bundão!”.

Hoje, nada é tão simples assim. E ser comparado à bunda, dependendo do contexto, pode ser até um elogio. A bunda é muito mais que isso: é capa e nome de revista, é tema de pesquisa cientifica (como acabar com a celulite do bumbum, por exemplo), já deu origem a aula de ginástica só para melhorá-la, pode-se colocar silicone para deixá-la mais avantajada e, pasmem, é até um meio de vida, deveras lucrativo. Tornou-se objeto valioso que merece até seguro especial. Se mais precisar dizer, vale a afirmação: ela é preferência nacional.

Foi-se o tempo que para ter sucesso ou para conquistar um homem a mulher tinha que ser inteligente, prendada ou simplesmente bela. Hoje basta ter um belo traseiro para conseguir um casamento ou uma carreira de sucesso. Aí você me pergunta: _ E o rosto? A Marilyn Monroe, a Audrey Hepburn, a Martha Rocha e outras tantas tinham um rosto lindo, carisma, talento? E eu responderei: _ Não importa … é só para a bunda que se olha, sem rosto, sem carisma, sem talento, sem cérebro… só uma bunda que requebra e pronto você pode se transforar em mulher fruta e ter uma carreira, ter fama e até um maridão bobão para pagar as suas contas.

Essa parte mítica da anatomia feminina logo acabará virando uma religião ou quase isso, homens e mulheres veneram a bunda uns dos outros, e a aritimética dessa “adoração” não é tão simples como: quanto maior melhor. É bem mais complexa. Ela deve ser grande sim, mas não enorme, redondinha e bem durinha, além de outros predicados.

E pode-se até classificar os tipos de bundas, que andam por aí. Sem  pretensões cientificas, vocês querem ver:

óInsignificante – é aquela que não representa muito na anatomia da criatura, e obriga a pessoa ou a tentar melhora-la ou disfarçar o defeito chamando atenção para outras qualidades;

ó Assustada – é a bunda para dentro, parece que levou uma reguada da tia da escola, se assustou, se escondeu, e não saiu mais de lá;

ó Deprimida – está sempre olhando pra baixo, caída e triste, esta pode condenar sua pobre dona ao insucesso;

ó Falsa – é a bunda deprimida que dentro de um super-jeans fica até bonita;

ó Turbinada – é a que nasceu insignificante ou assustada, mas colocou um silicone e hoje saí por aí rebolando como se tivesse nascido bela _ só não pode tomar injeção;

ó Bebel (famosa garota de programa interpretada pela Camila Pitanga) – não é um tipo de bunda, neste caso sempre muito bem feita, mas o conjunto da obra que é invejável e passeia displicentemente no nosso litoral, é escultura da miscigenação no corpo da mulata brasileira: cintura fina, ancas largas, bumbum sempre redondinho olhando pra cima;

ó Fitnees – aquela que só passou a ser boa depois de muita malhação. Ela é uma resposta malcriada a lei da gravidade;

ó Natural – já nasceu linda e redonda feita assim por Deus;

ó Laranja – o nome já diz tudo, sem comentários.

ó Protagonista – o centro da trama, onde ela chega chama toda atenção pra si;

ó Coadjuvante – até que se nota, mas não é o centro das atenções.

ó Mac’donalds – é rápido e fácil de comer… (neste caso mais a dona né? a bunda coitada não tem culpa da dona que tem);

ó Preta Gil – não importa o formato ou o tamanho, mas tem personalidade e muita autoestima, e encanta muito bonitão por aí.

Existem outras classificações, mas seria impossível listar todas.

Eu ouso dizer que a visão da lei gravidade mudou por causa do bumbum, nestes novos tempos; a gravidade é aquela força que puxa sua bunda para baixo, só isso. É por causa dela que tem tanta gente por aí gastando dinheiro, tempo e energia, brigando e tentando enganá-la.

Pensando bem, tudo é meio cômico, mas também é triste. Afinal algumas pessoas _ muitas pessoas_ deixaram de admirar o talento, a opinião, a inteligência, o caráter, a beleza da alma e do coração, ou mesmo a pessoa como um ser inteiro, para admirar pedaços de carne, feito numana vitrine de açougue. Pedaços frescos de carne morta para serem consumidos com voracidade. E alguns ainda chamam isso de cultura, fala sério!

Enquanto isso, posso afirmar que continuarei acreditando que a bunda é uma parte anatômica, macia, apropriada para sentarmos, e nos proporcionar descanso, conforto para uma boa leitura, uma conversa agradável, para assistirmos um bom filme, a uma peça interessante, relaxarmos um dia de trabalho (ao menos no meu caso). A bunda ajuda a mente, a alma e o coração.

Então o que devemos fazer? Esperaremos as mulheres frutas entrarem para os anais da nossa história, e que sejam elas os modelos de toda uma geração de bundas profissionais que estão por vir. E que Deus nos livre da m… que está por vir.

Um pouco de poesia para adoçar a alma…

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Boa noite gente linda!

Essa semana foi complicada e o fim de semana mais complicado ainda, não tive tempo para nada. Normalmente eu reviso minhas crônicas algumas vezes antes de postar, comparo com a versão que saiu no jornal, enfim tento melhorar sempre. Desculpem a demora, logo volto com outro texto meu.

Então resolvi postar um poema do John Donne que eu adoro. Aproveitem, leiam e deixem as palavras derreterem na sua boca como geleia num pãozinho quente.

Ah! A foto que está ilustrando o post é de uma das flores da minha mãe, adoro aquele jardim, sempre posto fotos dele no instagran (@karynnaespinoso), se quiserem dar uma passadinha lá serão bem vindos.

Beijooooooooooooooooo

EM DESPEDIDA: PROIBINDO O PRANTO

Como esses santos homens que se apagam
Sussurrando aos espíritos: “Que vão…”,
Enquanto alguns dos amigos amargos
Dizem: “Ainda respira.” E outros: “Não.”

Nos dissolvamos sem fazer ruído.
Sem tempestades de ais, sem rios de pranto,
Fora profanação nossa ao ouvido
Dos leigos descerrar todo este encanto.

O terremoto traz terror e morte
E o que ele faz expõe a toda a gente,
Mas a trepidação do firmamento,
Embora ainda maior, é inocente.

O amor desses amantes sublunares
(Cuja alma é só sentidos) não resiste
A ausência, que transforma em singulares
Os elementos em que ele consiste.

Mas a nós (por uma afeição tão alta,
Que nem sabemos do que seja feita,
Interassegurado o pensamento)
Mãos, olhos, lábios não nos fazem falta.

As duas almas, que são uma só,
Embora eu deva ir, não sofrerão
Um rompimento, mas uma expansão,
Como ouro reduzido a aéreo pó.

Se são duas, o são similarmente
Às duas duras pernas do compasso:
Tua alma é a perna fixa, em aparente
Inércia, mas se move a cada passo

Da outra, e se no centro quieta jaz,
Quando se distancia aquela, essa
Se inclina atentamente e vai-lhe atrás,
E se endireita quando ela regressa.

Assim serás para mim que pareço
Como a outra perna obliquamente andar.
Tua firmeza faz-me, circular,
Encontrar meu final em meu começo.

Ser ou não: omissa, alienada ou participante?

Percebi que há algum tempo eu não presto mais atenção nos telejornais, deixo a TV ligada, mas sempre estou com a mente focada em outra coisa: preparando algo para comer ou lendo alguma coisa, também não tenho entrado em muitos sites de noticias ultimamente.

Creio que estou cansada, muito cansada de ver e saber que todos os dias pessoas morrem por falta de atendimento médico adequado; que mulheres são mortas por homens que afirmavam amá-las, que crianças são jogadas no lixo ou espancadas por pais que deveriam protegê-las; que os políticos continuam desviando nosso dinheiro impunemente; que do outro lado do oceano os refugiados do Sudão do Sul estão sem teto, sem água, sem comida e sem nenhuma perspectiva de uma vida um pouco melhor.

Estou cansada de tanta violência, de tanta morte sem sentido, de tanta tristeza e desgraça. Estou, literalmente, “de saco cheio” disso tudo, de ver poucos fazendo tudo errado, muito poucos tentando consertar, e muitos sem fazer nada, absolutamente nada. Cansei de ver tanta inércia, tanta má vontade, tanta gente que só se importa com seu próprio umbigo.

E eu estou com muito medo! Não da violência que crescente, mas de como isso tem afetado as pessoas e a mim, as pessoas estão anestesiadas, não sentem nada. Vemos pessoas morrendo na internet ou na TV todo o tempo são vítimas silenciosas da fome, da guerra, das drogas, da violência domestica. E ninguém sente nada, ninguém chora, ou se revolta ou se ressente, não vemos nenhum herói. E eu não quero isso para mim.

Estou ciente que me alienar do que ocorre no mundo não é o remédio. Até porque no meu trabalho eu tenho de lidar com estes problemas (crimes, mortes, violência doméstica, maus tratos à crianças, corrupção) todo dia. Acredito que tentar fugir disso no meu tempo livre foi quase um “ato reflexo”, meu subconsciente estava fugindo das más noticias, das mazelas e do caos desse mundo doido.

Pois bem! Eu não quero me anestesiar, eu quero me revoltar, me ressentir, eu quero sentir o peso disso e lamentar por tudo de ruim que está acontecendo. Você vai se perguntar: _ Afinal o que isso trará de bom? Não sei, mas sei que olhar só pro meu umbigo como se o resto do mundo fosse cor de rosa como meu quarto é estupidez.

Então, só pra “ser do contra”, eu decidi tentar fazer algo certo, algo bom. E que se dane quem está fazendo o mal, quem está se corrompendo, quem está tentando tirar vantagem de tudo e quem estaciona o carro na frente da rampa para deficientes.

Sempre tem algo de bom para fazer, mesmo que pareça um gesto pequeno, pode ser: ajudar um idoso a atravessar a rua (clichê!); fazer uma doação para os médicos sem fronteiras; entrar para o cadastro nacional de medula óssea, doar sangue (duas coisas pequenas, mas muito importantes); assinar uma petição da anistia internacional; diminuir o consumo de água e energia; parar de usar produtos cosméticos testados em animais; doar agasalhos no inverno que está chegando; adotar um cão de rua; ou ajudar alguém que precise e tem pelo menos mais uma centenas de exemplos algo bom para se fazer.

Pode até ser uma ingenuidade enorme a minha, pode não fazer diferença nenhuma, mas fará com que eu me sinta melhor, menos impotente talvez. E vou rezar e torcer muito para que cada pessoa anestesiada que leia isso resolva fazer alguma coisa, qualquer coisa. Afinal como disse o sábio Francisco de Assis: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.

Percebi que há algum tempo eu não presto mais atenção nos telejornais, deixo a TV ligada, mas sempre estou com a mente focada em outra coisa: preparando algo para comer ou lendo alguma coisa, também não tenho entrado em muitos sites de noticias ultimamente.

Creio que estou cansada, muito cansada de ver e saber que todos os dias pessoas morrem por falta de atendimento médico adequado; que mulheres são mortas por homens que afirmavam amá-las, que crianças são jogadas no lixo ou espancadas por pais que deveriam protegê-las; que os políticos continuam desviando nosso dinheiro impunemente; que do outro lado do oceano os refugiados do Sudão do Sul estão sem teto, sem água, sem comida e sem nenhuma perspectiva de uma vida um pouco melhor.

Estou cansada de tanta violência, de tanta morte sem sentido, de tanta tristeza e desgraça. Estou, literalmente, “de saco cheio” disso tudo, de ver poucos fazendo tudo errado, muito poucos tentando consertar, e muitos sem fazer nada, absolutamente nada. Cansei de ver tanta inércia, tanta má vontade, tanta gente que só se importa com seu próprio umbigo.

E eu estou com muito medo! Não da violência que crescente, mas de como isso tem afetado as pessoas e a mim, as pessoas estão anestesiadas, não sentem nada. Vemos pessoas morrendo na internet ou na TV todo o tempo são vítimas silenciosas da fome, da guerra, das drogas, da violência domestica. E ninguém sente nada, ninguém chora, ou se revolta ou se ressente, não vemos nenhum herói. E eu não quero isso para mim.

Estou ciente que me alienar do que ocorre no mundo não é o remédio. Até porque no meu trabalho eu tenho de lidar com estes problemas (crimes, mortes, violência doméstica, maus tratos à crianças, corrupção) todo dia. Acredito que tentar fugir disso no meu tempo livre foi quase um “ato reflexo”, meu subconsciente estava fugindo das más noticias, das mazelas e do caos desse mundo doido.

Pois bem! Eu não quero me anestesiar, eu quero me revoltar, me ressentir, eu quero sentir o peso disso e lamentar por tudo de ruim que está acontecendo. Você vai se perguntar: _ Afinal o que isso trará de bom? Não sei, mas sei que olhar só pro meu umbigo como se o resto do mundo fosse cor de rosa como meu quarto é estupidez.

Então, só pra “ser do contra”, eu decidi tentar fazer algo certo, algo bom. E que se dane quem está fazendo o mal, quem está se corrompendo, quem está tentando tirar vantagem de tudo e quem estaciona o carro na frente da rampa para deficientes.

Sempre tem algo de bom para fazer, mesmo que pareça um gesto pequeno, pode ser: ajudar um idoso a atravessar a rua (clichê!); fazer uma doação para os médicos sem fronteiras; entrar para o cadastro nacional de medula óssea, doar sangue (duas coisas pequenas, mas muito importantes); assinar uma petição da anistia internacional; diminuir o consumo de água e energia; parar de usar produtos cosméticos testados em animais; doar agasalhos no inverno que está chegando; adotar um cão de rua; ou ajudar alguém que precise e tem pelo menos mais uma centenas de exemplos algo bom para se fazer.

Pode até ser uma ingenuidade enorme a minha, pode não fazer diferença nenhuma, mas fará com que eu me sinta melhor, menos impotente talvez. E vou rezar e torcer muito para que cada pessoa anestesiada que leia isso resolva fazer alguma coisa, qualquer coisa. Afinal como disse o sábio Francisco de Assis: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.

Presentes de grego de “alguns” homens

M D - Presente de Natal

Os homens deveriam pensar melhor antes de dar presentes às mulheres, sério já recebi cada coisa que me deu vontade de chorar e não foi de alegria. Não importa se quem vai receber são as namoradas, as esposas, irmãs ou mães; eles raramente acertam na escolha.

E por que erram? Por varias razões, algumas eu já observei (e sofri), como:

– A cor. Eles não enxergam as cores como nós, mulheres, e isso é um fato cientifico. Não acredita? Tente explicar a um homem a diferença de rosa e salmão. Devido a essa “deficiência” eles compram uma roupa ou sapato com uma cor que, normalmente, não combina com nada que você tem no armário, ou que fica horrível com o seu tom de pele. Uma vez ganhei uma saia amarelo-ovo horrível, foi um suplício usá-la.

– O tamanho, outro problema, porque se a roupa fica muito grande, a conclusão óbvia é que ele achou que seu número era mesmo aquele (enorme!), então te chamou de gorda; se a roupa fica pequena, concluímos que é um recado inconsciente dizendo: “Façam dieta até caberem nesta calça”, ou seja, nos chamam de gorda de qualquer forma.

– O preço. A noção de preço difere muito entre os sexos. Um sapato lindo valiosíssimo para nós, não vale quase nada para eles, mas aquela camisa horrorosa de time de futebol tem valor inestimável para eles, e além de comprá-las sem reclamar, chegam a usá-las com orgulho. Ou na pior das hipóteses o cara é pão duro mesmo e aí é melhor trocar de namorado porque homem mão de vaca é o fim.

– A fuga. Coisa normal no cotidiano das mulheres é ver a fuga desesperada dos homens para o presente, na visão deles, mais fácil de escolher. A sessão de eletrodomésticos das lojas está cheia de fugitivos da difícil escolha dos presentes. Aí! No seu aniversário ou no dia dos namorados ele te dá uma batedeira ou um ferro de passar (situação que deveria servir de atenuante em homicídios). Isso nos ofende, é como se estivessem dizendo: “Voltem para a cozinha que é o lugar de vocês.”

– A calcinha. Um dia, com a melhor das intenções, ele resolve te dar uma lingerie de presente. Isso é dramático, porque normalmente o presente é só a lingerie, esta não acompanha nenhum presente principal (se fosse assim não haveria problema). Parece que os homens não entenderam ainda que não dá para usar no dia-a-dia uma calcinha minúscula, rosa-choque, com um pompom na parte de trás. Aqui também entra a questão do preço porque raramente eles compram aquela camisola de seda e renda que você está namorando a um tempão. Uma amiga ganhou uma calcinha com uma cauda de vaca na parte traseira, fala sério!

– O jantar. Só para lembrar que churrascaria rodizio, pizzaria e boteco não é lugar de jantar romântico de maneira nenhuma e se você comer até estourar a noite romântica vai pro brejo, afinal com indigestão não há viagra que funcione.

Meus caros rapazes e senhores: Existem alguns cuidados básicos para não errar na hora de comprar presentes para mulheres:

– bolsas, ninguém consegue errar dando de presente uma Prada, uma Gucci, uma Victor Hugo entre outras. Qualquer mulher irá adorar, seja qual for o modelo.

– perfumes; verifique antes se ela não é alérgica, e nada de cosméticos anti-rugas, isso será motivo de uma semana sem sexo, no mínimo. Vão direto nos clássicos como o chanel n° 5, Opium etc.

– jóias. Também neste caso recorra aos clássicos, uma aliança de esmeraldas, um solitário de brilhantes, uns brincos de água marinha; são todos irresistíveis.

Se com tudo isso ainda não conseguirem escolher sozinhos, levem um amigo gay, que ele saberá o que escolher.

Agora, se o problema for dinheiro (ou a falta dele), tente algo inusitado, sejam românticos (é só por uma noite, não vai doer), mandem flores, nos levem para jantar num bom restaurante (aqueles que tem comida de verdade), depois para um show e no fim da noite deixem claro o quanto somos imprescindíveis em suas vidas, nós ficaremos felizes e o presente será inesquecível.

Viram? Não é tão difícil agradar uma mulher de bom gosto.

(26/04/2007)

A sogra

Jararaca-ilhoa            Hoje estive pensando e percebi que para mim está muito mais difícil arrumar um namorado. Por quê? _ Sofro de sografobia. Então, ou a mãe do meu eleito tem que ser uma boa sogra, uma santa (coisa raríssima), ou ele tem que ser órfão.

Este meu pavor é muito justificável, isto porque é simplesmente impossível agradar, ou mesmo não desagradar esta criatura tão pérfida.

A sogra, personagem comum nas lendas urbanas mais aterrorizantes, é a maior responsável pelo fim dos relacionamentos de seus respectivos rebentos. Elas não respeitam namoro, casamento, união estável, relacionamento aberto, tudo esta na sua mira ofídica e voraz.

Tudo começa no primeiro contato. Algumas se apresentam como doces velhinhas ou simpáticas senhoras, e você, ingênua, pensa: “_ A mulher que criou o homem por quem me apaixonei, deve ser uma pessoa incrível.” Doce e efêmera ilusão; há aquelas que se mostram sem máscaras já no primeiro encontro. E não há como saber qual o espécime mais perigoso.

Logo cai a pele de cordeiro e mostra-se o belo couro de cobra (como seria bom para fazer um cinto); e não há soro antiofídico para tal veneno. Ela ataca por todos os lados, rápida e fatal como toda serpente. O primeiro e pior ataque é sempre na nossa vaidade; se você está magra, ela dirá que parece doente; se está um pouco acima do peso, ela te encherá de piadinhas de gorda ou na hora da sobremesa com a mesa cheia, a cascavel diz: “_ Querida, você não vai querer, né? Está mesmo precisando evitar doces!”, neste momento trágico, feche os olhos e imagine um belo cinto com a pele dela na sua cintura, isso faz qualquer um se sentir melhor.

O veneno mortal aumenta gradativamente à medida que o relacionamento com o filhinho dela se fortalece. Aí, insinuar que você vai dar o golpe da barriga, ou que o filho dela é muito jovem para um namoro sério, ou o melodrama clássico de que está se sentindo sozinha depois do inicio do namoro (obvio, nem o marido agüenta a surucucu), se tornam uma constante em sua vida. E, pior, são só os primeiros botes viperinos.

Eu não estou exagerando; por experiência própria. Uma vez dormi demais na fazenda de um namorado e quando acordei às 10 h (não era tão tarde assim) a jararaca havia tirado a mesa do café da manhã e eu fiquei com fome até às 15 h. Quase morri àquele dia e lembro que cada vez que eu esboçava um sinal de dor de estômago, podia ver um sorrisinho de prazer naquele rosto diabólico.

Com o tempo as coisas só pioram; as piadinhas, a implicância, as indiretas cruéis, a maneira característica que só elas têm de ignorar solenemente um presente maravilhoso que você escolheu com todo cuidado em mais uma tentativa vã de se aproximar dela. Afinal, algumas pessoas criam serpentes em casa, como animais de estimação, e por amor a gente tenta estabelecer um vínculo como essa espécie de repteis.

E o talento enorme que só uma sogra tem de transformar todas as suas virtudes em defeitos? Assim, se você é religiosa, vira uma beata; se não é, vira pagã; se é inteligente, vira prepotente; se é bonita, vira burra; se é humilde, vira uma “mosca morta”; se é geniosa, vira “uma onça”, e por aí vai. Nada que você fizer será suficientemente bom, você nunca estará à altura do filhinho dela.

Como lidar com essas serpentes que estão intimamente ligadas aos nossos amados? Cara Amiga, você não espera que eu, uma mera mortal, nesta simples crônica, responda essa pergunta que há séculos aflige as mulheres do mundo. Só posso lhes prevenir que não podemos ir desarmadas a uma selva de víboras. Se ela é venenosa, seja pior, nunca, jamais seja “boazinha”, é dessas que elas se alimentam primeiro.

É claro que há raríssimas exceções. Se você teve a sorte de achar um homem órfão ou com uma mãe legal; exceções só confirmam a regra. Se você assim como eu e muitas outras, tem uma legitima “sogra-coral”, torça para que a velha logo estique as canelas, vista o pijama de madeira, encontre o derradeiro descanso, embora o dito popular diga que vaso ruim não quebra. Você também tem a opção de se mudar com ele para outra cidade, outro estado, outro país (quanto mais longe melhor), deste jeito terá paz se não atender ao telefone. Pode ter certeza, manter-se distante é a melhor saída, a única solução, porque sogra é uma criatura tão ruim que nem o diabo quer a dele por perto.

19/06/07