Ser ou não: omissa, alienada ou participante?

Percebi que há algum tempo eu não presto mais atenção nos telejornais, deixo a TV ligada, mas sempre estou com a mente focada em outra coisa: preparando algo para comer ou lendo alguma coisa, também não tenho entrado em muitos sites de noticias ultimamente.

Creio que estou cansada, muito cansada de ver e saber que todos os dias pessoas morrem por falta de atendimento médico adequado; que mulheres são mortas por homens que afirmavam amá-las, que crianças são jogadas no lixo ou espancadas por pais que deveriam protegê-las; que os políticos continuam desviando nosso dinheiro impunemente; que do outro lado do oceano os refugiados do Sudão do Sul estão sem teto, sem água, sem comida e sem nenhuma perspectiva de uma vida um pouco melhor.

Estou cansada de tanta violência, de tanta morte sem sentido, de tanta tristeza e desgraça. Estou, literalmente, “de saco cheio” disso tudo, de ver poucos fazendo tudo errado, muito poucos tentando consertar, e muitos sem fazer nada, absolutamente nada. Cansei de ver tanta inércia, tanta má vontade, tanta gente que só se importa com seu próprio umbigo.

E eu estou com muito medo! Não da violência que crescente, mas de como isso tem afetado as pessoas e a mim, as pessoas estão anestesiadas, não sentem nada. Vemos pessoas morrendo na internet ou na TV todo o tempo são vítimas silenciosas da fome, da guerra, das drogas, da violência domestica. E ninguém sente nada, ninguém chora, ou se revolta ou se ressente, não vemos nenhum herói. E eu não quero isso para mim.

Estou ciente que me alienar do que ocorre no mundo não é o remédio. Até porque no meu trabalho eu tenho de lidar com estes problemas (crimes, mortes, violência doméstica, maus tratos à crianças, corrupção) todo dia. Acredito que tentar fugir disso no meu tempo livre foi quase um “ato reflexo”, meu subconsciente estava fugindo das más noticias, das mazelas e do caos desse mundo doido.

Pois bem! Eu não quero me anestesiar, eu quero me revoltar, me ressentir, eu quero sentir o peso disso e lamentar por tudo de ruim que está acontecendo. Você vai se perguntar: _ Afinal o que isso trará de bom? Não sei, mas sei que olhar só pro meu umbigo como se o resto do mundo fosse cor de rosa como meu quarto é estupidez.

Então, só pra “ser do contra”, eu decidi tentar fazer algo certo, algo bom. E que se dane quem está fazendo o mal, quem está se corrompendo, quem está tentando tirar vantagem de tudo e quem estaciona o carro na frente da rampa para deficientes.

Sempre tem algo de bom para fazer, mesmo que pareça um gesto pequeno, pode ser: ajudar um idoso a atravessar a rua (clichê!); fazer uma doação para os médicos sem fronteiras; entrar para o cadastro nacional de medula óssea, doar sangue (duas coisas pequenas, mas muito importantes); assinar uma petição da anistia internacional; diminuir o consumo de água e energia; parar de usar produtos cosméticos testados em animais; doar agasalhos no inverno que está chegando; adotar um cão de rua; ou ajudar alguém que precise e tem pelo menos mais uma centenas de exemplos algo bom para se fazer.

Pode até ser uma ingenuidade enorme a minha, pode não fazer diferença nenhuma, mas fará com que eu me sinta melhor, menos impotente talvez. E vou rezar e torcer muito para que cada pessoa anestesiada que leia isso resolva fazer alguma coisa, qualquer coisa. Afinal como disse o sábio Francisco de Assis: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.

Percebi que há algum tempo eu não presto mais atenção nos telejornais, deixo a TV ligada, mas sempre estou com a mente focada em outra coisa: preparando algo para comer ou lendo alguma coisa, também não tenho entrado em muitos sites de noticias ultimamente.

Creio que estou cansada, muito cansada de ver e saber que todos os dias pessoas morrem por falta de atendimento médico adequado; que mulheres são mortas por homens que afirmavam amá-las, que crianças são jogadas no lixo ou espancadas por pais que deveriam protegê-las; que os políticos continuam desviando nosso dinheiro impunemente; que do outro lado do oceano os refugiados do Sudão do Sul estão sem teto, sem água, sem comida e sem nenhuma perspectiva de uma vida um pouco melhor.

Estou cansada de tanta violência, de tanta morte sem sentido, de tanta tristeza e desgraça. Estou, literalmente, “de saco cheio” disso tudo, de ver poucos fazendo tudo errado, muito poucos tentando consertar, e muitos sem fazer nada, absolutamente nada. Cansei de ver tanta inércia, tanta má vontade, tanta gente que só se importa com seu próprio umbigo.

E eu estou com muito medo! Não da violência que crescente, mas de como isso tem afetado as pessoas e a mim, as pessoas estão anestesiadas, não sentem nada. Vemos pessoas morrendo na internet ou na TV todo o tempo são vítimas silenciosas da fome, da guerra, das drogas, da violência domestica. E ninguém sente nada, ninguém chora, ou se revolta ou se ressente, não vemos nenhum herói. E eu não quero isso para mim.

Estou ciente que me alienar do que ocorre no mundo não é o remédio. Até porque no meu trabalho eu tenho de lidar com estes problemas (crimes, mortes, violência doméstica, maus tratos à crianças, corrupção) todo dia. Acredito que tentar fugir disso no meu tempo livre foi quase um “ato reflexo”, meu subconsciente estava fugindo das más noticias, das mazelas e do caos desse mundo doido.

Pois bem! Eu não quero me anestesiar, eu quero me revoltar, me ressentir, eu quero sentir o peso disso e lamentar por tudo de ruim que está acontecendo. Você vai se perguntar: _ Afinal o que isso trará de bom? Não sei, mas sei que olhar só pro meu umbigo como se o resto do mundo fosse cor de rosa como meu quarto é estupidez.

Então, só pra “ser do contra”, eu decidi tentar fazer algo certo, algo bom. E que se dane quem está fazendo o mal, quem está se corrompendo, quem está tentando tirar vantagem de tudo e quem estaciona o carro na frente da rampa para deficientes.

Sempre tem algo de bom para fazer, mesmo que pareça um gesto pequeno, pode ser: ajudar um idoso a atravessar a rua (clichê!); fazer uma doação para os médicos sem fronteiras; entrar para o cadastro nacional de medula óssea, doar sangue (duas coisas pequenas, mas muito importantes); assinar uma petição da anistia internacional; diminuir o consumo de água e energia; parar de usar produtos cosméticos testados em animais; doar agasalhos no inverno que está chegando; adotar um cão de rua; ou ajudar alguém que precise e tem pelo menos mais uma centenas de exemplos algo bom para se fazer.

Pode até ser uma ingenuidade enorme a minha, pode não fazer diferença nenhuma, mas fará com que eu me sinta melhor, menos impotente talvez. E vou rezar e torcer muito para que cada pessoa anestesiada que leia isso resolva fazer alguma coisa, qualquer coisa. Afinal como disse o sábio Francisco de Assis: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.

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5 Comments

  1. Seus textos sempre tem um efeito muito bom em mim. Principalmente porque me vejo muito neles. Penso exatamente como você. Também parei de prestar atenção ao noticiário…ficava muito indignada ao ver coisas tão absurdas, ao ponto de chorar vendo uma notícia (principalmente quando envolvia crianças). De fato, o melhor a se fazer tanto pelo mundo no geral quanto para o meu próprio mundo, é fazer o bem…ter humanidade e humanizar todos ao meu redor. Parabéns, mais uma vez! Beijos!

    • Nossa já chorei mil vezes vendo noticiário e acho que aquela história velha de “muito ajuda quem não atrapalha” é uma mentalidade medíocre. Na verdade muito ajuda quem cuida da própria vida, vive corretamente e, no mínimo, não desrespeita o espaço e o direito alheio.
      Enfim, obrigada pela visita pelo comentário e pelo apoio! Beijooooooo

  2. O mundo está cada dia pior e é justamente por falta de pessoas como você, por falta de gente disposta a começar uma mudança em si mesmo ou simplesmente ver que o mal é mal, porque apesar de absurdo, as pessoas olham notícias horríveis e dizem que é NORMAL! Normal? Onde? Pessoas se matando e fazendo o mal umas as outras? Isso não é normal e jamais deveria ser considerado assim! Muita gente espera que tudo mude sozinho e que tudo vire um paraíso sem esforço algum. Isso não existe, tudo na vida exige trabalho, esforço e dedicação. Se quer um mundo melhor, tem que fazer algo para que ele seja melhor, não aceitar atrocidades como coisas normais e não esperar milagres, milagres existem e acontecem mas não é assim funcionamento básico das coisas. Enfim, adorei seu texto! Parabéns! Beijo!

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